Cruzada contra a discriminação e o preconceito

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Diariamente o nome da Umbanda, e de resto dos demais cultos afro-brasileiros, é vilipendiado, seja por reportagens em jornais, rádios e TV, que não se dão ao trabalho de verificar com os representantes das religiões a veracidade da denúncia, seja por parte da imprensa televisiva vinculada a determinada facção religiosa neopentecostal, que reproduz em programas de cunho sensacionalista e circense matérias sempre desabonadoras com relação à religião e aos seus dirigentes.

Dessa forma, a Direção da FUEP e os seus Templos Associados vem a público, por meio desta nota, esclarecer:

A FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, tem por finalidade, congregar e representar institucionalmente os Templos Religiosos Umbandistas (Associações, Cabanas, Centros, Tendas, Terreiros e demais denominações), seus dirigentes, médiuns e frequentadores na busca da legitimação e do fortalecimento da Umbanda.

Tem o reconhecimento da sua Utilidade Pública Municipal pelo município de Curitiba (Lei Nº 6.833 de 09 de Abril de 1986) e Utilidade Pública Estadual, no Estado do Paraná (Lei Nº 8.515 de 30 de Junho de 1987).

As finalidades, bem como os princípios gerais, encontram-se no Estatuto Social em vigência (que pode ser consultado na íntegra no blog: http://fuep.blogspot.com e no site www.fuep.org.br), Capítulo II, Das Finalidades, Artigo 3°, dentre eles destacamos:

– Não cobrar pelas consultas, atendimentos e trabalhos, a Umbanda é caridade, assim, usualmente, o atendimento ás pessoas que procuram auxílio nos templos Umbandistas é gratuito. Respeitamos a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas na anunciação do plano terreno da Umbanda, que deu a linha de atuação dos templos Umbandistas: A Umbanda é a manifestação dos Espíritos para a caridade.

– Respeitar o livre-arbítrio das criaturas, não realizando qualquer ação que implique em malefício ou prejuízo a alguém, dessa forma, ao respeitar o livre-arbítrio, não se faz trabalhos de amarração, tampouco de separação de casais.

Obviamente, o fato de estar ou não associado a uma entidade federativa, por si só não representa a garantia do cumprimento do Estatuto Social, mas evita a maioria dos problemas não possam ocorrer. Faz-se importante afirmar que existem milhares de templos umbandistas e de outros cultos afro-brasileiros e que a maioria absoluta deles se trabalha com seriedade e honestidade.

A Direção da FUEP, os Templos Associados e os Dirigentes Umbandistas vivem em constante cruzada para defender os princípios e a clara caracterização da Umbanda, como forma de evitar a utilização do seu nome em atividades que buscam somente aproveitar-se da Fé das pessoas, extorquindo valores para a realização de trabalhos que ferem os princípios morais, éticos, cármicos, o livre-arbítrio, e por vezes a base legal existente no país.

Acredita-se que é preciso dar uma basta aos mistificadores, que através de anúncios em postes, ou com verdadeiras “arapucas”, se utilizam do nome da Umbanda para ganhar dinheiro dos mais incautos, contribuindo para que sejamos alvo de discriminação e de preconceito.

A extorsão é crime, devidamente previsto na lei brasileira, assim, caso seja comprovada a culpa dos acusados, após cumpridos os trâmites legais e o amplo direito de defesa, o poder judiciário imputará a pena que couber. Não se quer transformar em “caso de polícia” qualquer denúncia que nos chegue, mas, é necessário penas exemplares para quem se utilize da religião para a prática da extorsão ou de outros crimes, pois só assim, contribuiremos com aqueles Umbandistas que vierem depois de nós, deixando-lhes uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias, discriminação e preconceito.

A Direção da FUEP e os Templos associados, comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou a sua atuação, esclarece ao fiéis Umbandistas, Médiuns e frequentadores, assim como o público em geral, que não deixem de buscar auxílio nos Templos Umbandistas sérios, associados ou não à FUEP, onde continuarão a encontrar o atendimento e o consolo para as suas necessidades espirituais, mas alertam para que todos tenham cuidado com supostas soluções fáceis de problemas difíceis, que dependem, principalmente do livre-arbítrio e do merecimento de cada um.

Como fez o Cristo, está na hora de expulsarmos os vendilhões dos nosso templos!

Direção Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal

Gestão 2013/2017.

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