Nota de Esclarecimento Público

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Com relação á matéria apresentada na edição do dia 19/11/2013 – terça-feira, do Jornal Hoje, da Rede Globo de Televisão/Rede Paranaense de Comunicação, com o título “Mulher que se passava por cartomante é investigada em Curitiba”, a Direção da FUEP e os seus Templos Associados vem a público,  por meio desta nota, esclarecer:

1 – A FUEP – Federação Umbandista do Estado do Paraná, tem por finalidade, congregar e representar institucionalmente os Templos Religiosos Umbandistas (Associações, Cabanas, Centros, Tendas, Terreiros e demais denominações), seus dirigentes, médiuns e frequentadores na busca da legitimação e do fortalecimento da Umbanda.

Tem o reconhecimento da sua Utilidade Pública Municipal pelo município de Curitiba (Lei Nº 6.833 de 09 de Abril de 1986) e Utilidade Pública Estadual, no Estado do Paraná (Lei Nº 8.515 de 30 de Junho de 1987).

Essa finalidade, bem como os princípios gerais, encontram-se no Estatuto Social em vigência (que pode ser consultado na íntegra no blog: http://fuep.blogspot.com), Capítulo II, Das Finalidades, Artigo 3°, dentre eles destacamos:

– Não cobrar pelas consultas, atendimentos e trabalhos, a Umbanda é caridade, assim, usualmente, o atendimento ás pessoas que procuram auxílio nos templos Umbandistas é gratuito;

– Respeitar o livre-arbítrio das criaturas, não realizando qualquer ação que implique em malefício ou prejuízo a alguém, dessa forma, ao respeitar o livre-arbítrio, não se faz trabalhos de amarração, tampouco de separação de casais.

2 – A Direção da FUEP e os Templos Associados não mantém ou mantiveram a qualquer tempo, qualquer relação, de qualquer espécie com as pessoas mencionadas na matéria televisiva em tela.

Pelo contrário, vive-se em constante cruzada para defender os princípios e a clara caracterização da Umbanda, como forma de evitar a utilização do seu nome em atividades que buscam somente aproveitar-se da Fé das pessoas, extorquindo valores para a realização de trabalhos que ferem os princípios morais, éticos, cármicos, o livre-arbítrio, e por vezes a base legal existente no país.

Acredita-se que é preciso dar uma basta aos mistificadores, que através de anúncios em postes, ou com verdadeiras “arapucas”, se utilizam do nome da Umbanda para ganhar dinheiro dos mais incautos, contribuindo para que sejamos alvo de discriminação e de preconceito.

3 – A extorsão é crime, devidamente previsto na lei brasileira, assim, caso seja comprovada a culpa dos acusados, após cumpridos os trâmites legais e o amplo direito de defesa, exigimos do poder judiciário pena exemplar, pois só assim, contribuiremos com aqueles Umbandistas que vierem depois de nós, deixando-lhes  uma religião que as pessoas possam assumir sem o medo de represálias, discriminação e preconceito.

A Direção da FUEP e os Templos associados, comprometidos com a verdade e a ética que sempre pautou a sua atuação, esclarece ao fiéis Umbandistas, Médiuns e frequentadores, assim como o público em geral, que não deixem de buscar auxílio nos Templos Umbandistas sérios, onde continuarão a encontrar o atendimento e o consolo para as suas necessidades espirituais, mas alertam para que todos tenham cuidado com supostas soluções fáceis de problemas difíceis, que dependem, principalmente do livre-arbítrio e do merecimento de cada um.

Direção Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal

Gestão 2013/2017.

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